Sem Excesso é Sucesso! #DiaDeResponsaSP

Quem nunca ouviu falar de consumo consciente? O termo que pode ser aplicado a todas as áreas do consumo, por exemplo, o consumo consciente de alimentos e tantos outros produtos. Porém, a expressão ganha uma força e dimensão maiores no que tange o assunto bebida alcoólica.

Ao falar do consumo consciente de bebidas, a primeira associação que fazemos é beber moderado. E realmente, elas estão conectadas. Mas podemos ir muito além disso.Precisamos discutir, colocar em pauta assuntos que se fazem presente no nosso dia-a-dia e algumas vezes deixamos passar em branco.
Assim surgiu o Dia De Responsa, campanha da AMBEV abordando o consumo consciente e tudo que é englobado pelo mesmo.

Ser um consumidor que possui consciência na hora de ingerir bebida vai além de beber moderado. É saber que bebida e direção não combinam. É não incentivar e não apoiar a venda de bebidas para menores de 18 anos. Não consumir em exagero.

A campanha vem alertar. Vem discutir e tentar trazer a tona uma visão diferente. A Usina Universitária compartilha dessa ideia. E se você também apoia a causa, publique a mensagem no Instagram com a #diaderesponsaSP e vamos juntos lutar pelo consumo consciente!

Diversidade nos Jogos Universitários

A diversidade se tornou mais que assunto, debate, ou ação. A Diversidade hoje é realidade.
A Usina Universitária traz uma entrevista inédita com o Risaldo Jr, o Juninho, nosso parceiro na construção de um projeto que aconteceu pela primeira vez no JUCA desse ano e não para de crescer!
Nossa empresa tem orgulho de ser pioneira num projeto que se solidificou em tão pouco tempo, mostrando assim a sua real necessidade. O objetivo principal é expandir, levar para novos jogos e atléticas, impactar e auxiliar na construção de uma sociedade melhor!

Usina: Conte um pouco sobre você e como começou a se envolver com o assunto diversidade.
Juninho:
O envolvimento com o tema começou naturalmente por conta da minha sexualidade e se intensificou com alguns acontecimentos:
1. Saída do armário na faculdade;
2. Intercâmbio para um país onde até hoje não se pode ser gay, o que consequentemente me levou de volta ao armário;
3. Trabalhar em uma ONG que atende pessoas LGBT em situação de vulnerabilidade.
Entendi que tenho um papel nesse processo por ter o privilégio de acessar espaços que a maioria das pessoas não tem. Me vejo como parte do processo de descontração dos preconceitos como um todo.

Usina: Como surgiu a ideia do projeto diversidade?
Juninho: Acho que sempre fui gay, mas foi na faculdade que tudo aconteceu e onde me entendi, me aceitei e sai do armário. Passei por todas as entidades acadêmicas durante a graduação, participei inclusive da LAACA (liga organizadora do Juca) e não me lembro de ter tido problemas por conta da sexualidade, muito pelo contrário até consegui emplacar bastante coisa na época. Então eu achava que o meio universitário era um espaço ok para as pessoas LGBTs.
Após o Juca de 2016 foi criado um post em um grupo em rede social convidando o pessoal a denunciar eventuais acontecimentos e, infelizmente, bombou! Foram mais de 200 comentários. A partir dessa postagem fiz um relatório que foi enviado à Usina Universitária e à Liga organizadora do evento e comecei a desenhar o projeto que foi patrocinado pela Usina no ano seguinte e começamos a implementa-lo.

Usina: No que consiste o projeto?
Juninho: Consiste no primeiro momento em gerar reflexão e provocar as pessoas para que entendam que as coisas estão muito longe de estar ok e que elas têm um papel nesse processo e isso é feito através de formações com pessoas que manjam das frentes trabalhadas: gênero, raça e sexualidade.
Após a formação o trabalho continua com o acompanhamento das entidades no desenvolvimento de eventos e na comunicação. Além de estruturarmos um projeto com ações práticas para acontecerem durante os eventos. Precisamos sair do Online e começar a trabalhar de forma pratica também!
Uma outra frente de trabalho realizada em conjunto com a Usina Universitária, é a sensibilização de staff e fornecedores que trabalharão no evento. Somos responsáveis por apresentar o projeto, tirar dúvidas e orientar sobre como agir em determinadas situações.

Usina: Qual a importância do Diversidade para as atléticas, fornecedores e universitários?
Juninho:
Toda! Somos responsáveis em garantir que a experiência no evento vai ser equalitariamente positiva para todos os participantes. Entendo que todos os players tem um papel no processo de inclusão e desconstrução do preconceito. Sem diálogo, engajamento no assunto e só com post em redes sociais (o que também é importante, mas sozinho não funciona) as coisas não mudam.

Usina: Qual foi/é o maior desafio ao gerir o projeto?
Jununho:
É justamente a falta de diversidade e representatividade. O projeto trata de convivência, algo que deveria acontecer de forma natural, mas não acontece. Ao mesmo tempo temos, usando a questão LGBT como exemplo, uma parcela muito grande (muito maior do que a que está nas faculdades inclusive) lutando pela sobrevivência. Desde o início foram 39 atléticas que participaram (e ainda participam <3), por volta de 550 pessoas nos eventos e formações e somente uma pessoa trans esteve na plateia. A conta não fecha, sabe? Da mesma forma que o público foi sempre majoritariamente branco e de classe social mais alta. As faculdades, e isso independe das atléticas, não são diversas.

Usina: Quais as próximas metas a serem cumpridas? O que você espera do Diversidade ao longo prazo?
Juninho: O grande sonho é que o projeto não precise existir por muito tempo. rs
Que as ações, campanhas e eventos se tornem algo intrínseco aos projetos das atléticas e o tema seja abordado e trabalhado naturalmente. Que o pessoal se entenda de fato como parte do processo e comece a questionar o porque desses espaços serem tão brancos, heterocisnormativos e masculinos (e violentos). O esporte universitário é majoritariamente liderado por mulheres, algumas faculdades já contam com mais minas em quadra do que caras e, ainda assim, assédios e estupros seguem acontecendo em uma escala assustadora. Espero que o projeto contribua para a diminuição desse e de outros tipos de ocorrência, da mesma forma que sirva para entendermos que o nosso lugar é onde quisermos que ele seja.

O esporte universitário é coisa séria.

E ele é para todos

#Já é JOGOS!

Ahhh a maravilhosa temporada de Jogos Universitários!
Finalmente, a melhor época do ano começou!

Hoje os corações das delegações acordam eufóricos. Hoje não existe professor que consiga prender atenção na sala de aula. A cabeça já está em quadra. O coração já está pintado de tinta, pulsando mais forte.

A imagem pode conter: 20 pessoas, pessoas sorrindo
ECAtlética – Fotografia: Caio Avino

Chegou a hora de abdicar do sono e viver um sonho. Deixar de lado a alimentação saudável e tirar energia dos gritos roucos que surgem na arquibancada. Construir as melhores histórias ao lado da sua Universidade (mesmo que alguém precise te lembrar depois).

Chegou a hora de mostrar o trabalho duro desenvolvido por todo esse tempo. Chegaram os JOGOS!

E para entrar no clima, a Usina perguntou pra algumas atléticas: “Como está o coração da Atlética a poucos dias dos Jogos?”

“Como está o coração da atlética da POLI-USP a menos de 1 dia da InterUSP?”

POLI-USP

A pouco menos de um mês para a InterUSP, o coração bate meio estranho: é uma ansiedade pelo o que vem, mas também um receio do que pode acontecer. Uma felicidade pela conquista que está cada vez mais perto, e uma tristeza ao ver que, como tudo na vida, esse período de Atlética chega a um fim.

Conforme o tempo passa, os prazos apertam, a cabeça esquenta, as mãos chegam a titubear, mas a confiança no trabalho que já acontece a um ano, somado com o espírito de equipe nos conforta e nos dá segurança para irmos juntos e fortes para mais um desafio!

“Como está o coração da atlética da AAAXO da Unicamp Limeira a menos de 1 dia do Eco Caipira?”

AAAXO Limeira
AAAXO – UNICAMP Limeira

Amor. O sentimento que resume o pré eco. Toda a ansiedade o medo e a raça se unem no sentimento gigante que estrala o peito na hora H (ou X, pra quem é da AAAXO). Como todas as pessoas também, eu faço parte da melhor atlética: a minha.

Vou contar um pouco sobre nós da UNICAMP Limeira: são só 7 anos,e apenas 3 de Eco Caipira. No terceiro, fomos vice – e nunca um vice foi tão comemorado. É que tudo o que tinhamos era nossa vontade. Dela, criamos raça, união, planejamento. Nela, construímos um sonho, que há 1 ano atrás se realizou. O sonho não era -ainda- vencer. Era fazer todo mundo acreditar que podíamos, era surgir do nada e criar nosso espaço, era provar que somos gigantes.

Desde então um novo sonho acompanha nossas noites. Faltam só alguns dias, e eu tenho visto a faculdade inteira sonhando junta. Em Limeira tudo vira treino, ensaio, amor. Olha ele ai de novo: amor. Se não ele, o que mais faz 40 pessoas trabalharem juntas o ano todo? O que move esse esforço compartilhado e a vontade de crescer? O que mais faz 40 pessoas irem até o fim, cansadas, sem sono, e em reuniões madrugada a fora por um sonho? Fora o amor, só a loucura (que no nosso caso transborda).

Dia 15 de junho a X de Outubro volta ao Eco Caipira de cara e sentimentos novos. Ansiedade, vontade, e até o medo ainda vão junto, mas a mala vai lotada mesmo é de um novo tipo de amor.

Um amor apaixonado, renovado, que espera inquieto saciar seu desejo. Ninguém sabe o fim desses quatro dias, mas a gente garante que a AAAXO ta diferente. Tamo chegando, Ribeirão!

“Como está o coração da atlética da FEA USP RP a 1 dia do Eco Caipira?”

AAAFCF – FEA USP Ribeirão Preto

A 1 dia de começar o que chamamos de maior economiadas dá historia, o coração bate mais forte e uma mistura de sentimentos invade o coração de 50 atleticanos, 306 atletas e uma delegação de mil pessoas. Um sentimento confuso e cheio de “E se…”.

Todos lutando por um único objetivo. Jogar em casa é um novo desafio. Um novo tipo de jogos. Um privilégio. E junto com todos as vantagens de estar em casa, a vontade de brigar pelo titulo é muito maior. É a hora de ver o resultado de uma preparação de mais de 6 meses. Muito treino. Muitas reuniões. Muitos ensaios… E agora chegou a hora. Vamos juntos, unidos pela mesma paixão, rumo ao tetradeca.

A Usina deseja uma temporada maravilhosa, com jogos inesquecíveis para todos os Universitários! Começamos agora, e paramos só em novembro!
É JOGOS, MOÇADA!

Ahh essa tal de Atlética!

Não é segredo pra ninguém o quão importante são as festas, jogos, e tudo aquilo que carrega a imagem da sua faculdade para um universitário. Porém, para que tudo isso possa sair do papel, um grupo de alunos passa 24 horas por dia pensando, planejando e executando tudo isso.

Enquanto uma parte desfruta, outra trabalha. E eles amam isso. Esse é o papel das Atléticas dentro das Universidades. Promover a prática esportiva, expandir a imagem da faculdade e fazer com que ela chegue cada vez mais longe. Representar todos os seus alunos dentro e fora de quadra. São desafios diários, que nunca terminam.

E quem sabe falar melhor desse sentimento se não um atleticano? Confira o depoimento do Pedro Wandscheer, o Vaucher, Presidente de 2016 da Associação Atlética Acadêmica Moacir Pazedo, da Unesp Jaboticabal.

Pra alguns o que pode ser compreendido como um órgão acadêmico que cuida dos esportes da faculdade pra mim é muito mais que isso, e não digo apenas pelo que vivi e sim por tudo que vi e senti lá dentro dessa organização. Não apenas um local onde você vai para promover o esporte da faculdade e sim uma associação que você cuida e ama com tanto carinho que vive e pensa nela o dia todo. Ou vai falar que você nunca sonhou ganhar aquele campeonato tão esperado? Ou até mesmo aquela festa que você vendeu quase nada de convite mas ainda confia que no dia do evento todo mundo vai decidir ir e você vai conseguir enfim arrecadar o dinheiro que você precisava?

Fazer parte da Atlética foi e sempre será um orgulho, algo que quando você tenta explicar para os seus pais, parece até que você tá falando de um time de futebol, haja visto que todas suas roupas mudaram de cor (sim você compra e veste todos os produtos, inclusive aquela camiseta que você não gostou) e até mesmo sua forma de entender e gostar do esporte mudou, porque hoje em dia você não treina apenas um esporte ou entende apenas dele e sim você procura entender de todos e ainda por cima sabe o nome dos jogadores da sua faculdade (ainda mais aqueles que você sempre precisa implorar para jogar pela sua faculdade).

E fazer parte da atlética não são apenas elogios e tempos bons, ou vai falar que você nunca foi cornetado pelo seu melhor amigo só porque o kit dele veio errado? Tem também aquele clássico problema com o ônibus de jogos que nunca sai no horário ou ainda aquele dia que o ex-atleticano decide te alugar para contar tudo como era nos tempos deles (sempre é a melhor época) e não consegue te ajudar da maneira que você precisa.

Ser da Atlética é isso, é reunião de madrugada sim, é passar os finais de semana dentre de um carro viajando para uma cidade que você mal conhece mas que já sabe até o nome do prefeito pois seus próximos jogos serão por lá, ser da Atlética é mais do que só esporte e sim acordar em um dia de semana e ir visitar aquela creche para trazer alegria daquela criançada, ser da atlética é chorar depois de um jogo decidido no último lance seja ele uma vitória ou uma derrota, ser da atlética é fazer tudo com amor , desde desenhar uma nova camiseta ou até mesmo contar o dinheiro daquela festa que ninguém foi, ser da atlética é a paixão que você tem pela faculdade personificada em uma instituição com cores, mascote e uma história que você idolatra.

Mãe, meu nome ta na lista!

Foram anos e anos da sua vida esperando pelo dia que você veria todas as letras do seu nome em uma lista. Na verdade, mais do que anos, foi a sua vida inteira, afinal, ingressar em uma universidade é o motivo pelo qual seus pais matricularam você no jardim de infância, no ensino fundamental, e em todas as fases da sua educação.

E então, depois de uma maratona de provas, vídeo aulas, caixas de canetas pretas, barrinhas de cereal sabor ansiedade com flocos de nervosismo, vem a famigerada época das listas de aprovações. Essa é a primeira grande conquista que marca o ínicio da vida de um universitário!

E aí você lê em voz alta “Parabéns, você foi aprovado!”. Depois de horas de euforia, telefonemas, tintas, ovadas e cabelos raspados, chega a primeira noite de sono depois da aprovação. Mas calma lá. Antes de dormir você começa a fazer alguns questionamentos básicos:

Foto: Reinaldo Canato/UOL

“Eu vou gostar do curso?” “Fiz a escolha certa?” “Eu vou ter amigos?” “Onde eu vou morar?” “Arroz não fica pronto sozinho?” “É isso que eu faço pro resto da minha vida?”

E aí sim a ficha resolve cair completamente. Muito mais que uma lista com nomes, a aprovação na universidade representa uma das maiores transições na vida de uma pessoa. É agora que a independência que você sempre lutou pra ter começa a surgir. Todas as vezes em que você prometeu a si mesmo que iria fugir de casa quando vivia o auge da sua adolescência se materializam no dia em que você é deixado numa cidade nova. E não tem como evitar o aperto no coração quando a família entra no carro e parte de volta ao que também era a SUA casa.

E sim, as coisas vão dar errado no começo. Você queima seu arroz, a resistência do chuveiro queima também, você espera por um hora no ponto de ônibus errado, a rodinha da sua mala quebra no meio da rua. Mas essa é a graça da vida. Os imprevistos vão acontecer, você queira ou não. Resta saber como você é capaz de resolver cada pepino que surgir.

Por outro lado, você vai ver o mundo com os seus próprios olhos. A combinação perfeita de um “High School Musical” com “American Pie” e uma boa pitada de “Se Beber não Case”. Tudo isso porque você começa do zero!

Você vai procurar seu grupo de amigos, um lugar pra morar, um lugar bom e barato pra comer, você vai as festas que tiver vontade. Você vai viver da forma mais intensa possível. Em alguns meses de adaptação você está em casa de novo. Na SUA casa. Vivendo a SUA vida. E em meio a tantas mudanças, você sente um dos maiores prazeres da nova realidade: o sabor da indepedência.

O maior segredo da vida universitária está em se arriscar. É o mesmo paradoxo da criança que odeia brócolis sem nunca ter comido.

Como saber que você não gosta das festas do outro curso, sem nunca ter ido? Como saber que você não consegue praticar um esporte sem nunca ter ido a nenhum treino com a equipe? Como saber que você não tem perfil para morar em uma determinada república sem pelo menos ter passado uns dias na casa com a galera? Essas e outras milhares de experiências que o mundo Universitário proporcionam são suas agora. Experimente, saia do seu quadrado. Seus professores ensinarão incontáveis coisas novas (e nem todas usáveis).

Mas sem sombra de dúvida, não há ninguém capaz de te ensinar novos aprendizados do que você mesmo. Suba a bordo, e aproveite o passeio!

A Usina Universitária parabeniza todos os novos universitários. Os novos personagens da nossa história!

Vitor Godoy Carpini
Ex-presidente da Associação Atlética Acadêmica Flaviana Condeixa Favaretto
Gestão 2014-2016